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A Existência de Deus

 
A ideia da existência de Deus é inata em todas as culturas e em todas as raças da humanidade, em qualquer ponto do globo, desde os tempos mais remotos.

Pela criação, reconhecemos o criador

Basta olhar atentamente ao nosso redor para contemplarmos a grandiosidade da criação. Olhemos para as estrelas lá no céu e depois para a grandeza e a profundidade dos mares e de todas as criaturas que lá habitam, muitas que aliás, ainda nem conhecemos. Olhemos para as gigantescas montanhas e vales cobertos por densas florestas, compostas por milhões de espécies vegetais e habitadas por inúmeras espécies animais. E mais além, onde nossos olhos não podem alcançar, que dizer do mundo minúsculo e invisível dos seres microscópicos.

O Sol que é uma estrela de quinta grandeza é cerca de 1.300.000 (um milhão e trezentas mil) vezes maior que a Terra. Somente em nossa galáxia existem cerca de 30.000.000 (trinta milhões) de sóis semelhantes ao nosso, e a ciência já admitiu a existência de ao menos 2.000.000 (dois milhões) de galáxias no Universo, isto, considerando somente o alcance da ciência até este momento.

Todo efeito tem uma causa

Existem algumas pessoas que atribuem a criação de todo o universo às propriedades íntimas da matéria. Pesquisas recentes realizadas pelo CERN, o Centro Europeu de Pesquisa Nuclear, procuram nas propriedades íntimas da matéria por uma partícula conhecida no meio científico como Bóson de Higgs, também chamada de Partícula de Deus. Esta partícula teria surgido logo após o Big Bang, a grande explosão que teoricamente teria dado início ao universo. De acordo com os pesquisadores, esta partícula possuiria a peculiar propriedade de conferir massa a qualquer outra partícula do universo, podendo formar tudo o que conhecemos, como os planetas, as estrelas e a nós mesmos.

Ainda assim, esta partícula seria um efeito, pois teria surgido após o Big Bang, portanto não existia de todo o sempre, mas começou a existir e atuar em um tempo determinado, isto é, foi criada. Portanto trata-se de uma criação e não de um criador, a menos que acreditemos que tal partícula tivesse surgido do nada ou fosse simplesmente fruto do acaso, desta forma, poderíamos concluir que o nada ou o acaso poderiam produzir efeitos inteligentes.

"Deus é a inteligência suprema. Causa primária de todas as coisas."[1]

Segundo Allan Kardec, conferir a criação do universo às propriedades íntimas da matéria é tomar o efeito pela causa, é confundir a criação com o criador. Esta explicação não se sustenta se confrontada a um raciocínio lógico. Cada uma das leis conhecidas que regem a física e as sutis reações químicas que atuam igualmente sobre todos os elementos, desde a mais ínfima partícula invisível até as gigantescas galáxias, são fruto de uma inteligência superior.

"A razão nos diz que o Universo não poderia fazer-se por si mesmo, e que, não podendo ser obra do acaso, deve ser obra de Deus."[2]

[1] Allan Kardec. O Livro dos Espíritos - Capítulo 1, item 1.
[2] Allan Kardec. O Livro dos Espíritos - Capítulo 2, item 37.
Fonte: Cavalcante, José Benevides (2011), Fundamentos da Doutrina Espírita. Capivari-SP, Editora EME