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Allan Kardec


Entusiasta da área de educação na segunda metade do século XIX, francês, o Prof. Rivail se dedicava particularmente a entender o fenômeno do magnetismo quando se deparou com mesas que giravam e saltavam.

Pesquisando e observando o fenômeno, desprovido de qualquer teoria pré-concebida, insistiu em conhecer das causas. Aplicou ao caso o método experimental que usava na função de educador; e, partindo dos efeitos, remontou às causas, reconhecendo a autenticidade do fenômeno e convencendo-se da existência de uma inteligência por trás do mesmo. Começara o tempo em que o nosso espaço e o dos espíritos é o mesmo e em que é possível a comunicação com eles.

Sem dúvidas quanto à condição de espírito encarnado, o Prof. Rivail adotou o nome que usara ao tempo dos druidas, assinando como Allan Kardec o que trata-se do assunto novo, e sob essa marca estabeleceu as bases da Codificação Espírita, em seu tríplice aspecto, filosófico, científico e religioso.

Foi dele a iniciativa da fundação da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, em 1858, primeira instituição regularmente constituída com o objetivo de promover estudos que favorecessem o progresso do Espiritismo.

Com frases como "fora da caridade não há salvação", ressaltara a igualdade entre os homens perante Deus, a tolerância, a liberdade de consciência e a benevolência mútua.

E outras de igual profundidade aquilataram a sua forma de pensar:

“A fé raciocinada que se apóia nos fatos e na lógica, não deixa qualquer obscuridade: crê-se, porque se tem certeza, e só se está certo, quando se compreendeu".

“Fé inabalável é aquela que pode encarar a razão face à face, em todas as épocas da humanidade".

“Fora da caridade não há salvação”.

“Todo efeito tem uma causa. Todo efeito inteligente tem uma causa inteligente. O poder da causa inteligente está na razão da grandeza do efeito."

“A felicidade depende das qualidades próprias do indivíduo e não do estado material do meio em que se acha”.

“A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação à felicidade que fizermos para os outros.”

“A própria destruição, que parece aos homens o termo das coisas, não é senão um meio de atingir, pela transformação, um estado mais perfeito, porque tudo morre para renascer, e coisa alguma se torna em nada.”

“Com a inveja e o ciúme, não há calma nem repouso para aquele que está atacado desse mal: os objetos de sua cobiça, de seu ódio, de seu despeito, se levantam diante dele como fantasmas que não lhe dão nenhuma trégua e o perseguem até no sono."

“O fardo é proporcional às forças, como a recompensa será proporcional à resignação e à coragem.”

“O homem é assim o árbitro constante de sua própria sorte. Ele pode aliviar o seu suplício ou prolongá-lo indefinidamente. Sua felicidade ou sua desgraça dependem da sua vontade de fazer o bem.”

“Os bons espíritos simpatizam com os homens de bem, ou suscetíveis de se melhorar. Os espíritos inferiores, com os homens viciosos ou que podem viciar-se. Daí seu apego, resultante da semelhança de sensações."

“Os espíritos protetores nos ajudam com os seus conselhos, através da voz da consciência, que fazem falar em nosso íntimo - mas como nem sempre lhes damos a necessária importância, oferecem-nos outros mais diretos, servindo-se das pessoas que nos cercam”.

“Os homens semeiam na terra o que colherão na vida espiritual: os frutos da sua coragem ou da sua fraqueza”.

“Possuímos em nós mesmos pelo pensamento e a vontade um poder de ação que se estende muito além dos limites de nossa esfera corpórea.”

Em seu túmulo, no cemitério de Père Lachaise, Paris, uma inscrição sintetiza a concepção evolucionista da Doutrina Espírita: "Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei".