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Autorizado o aborto a fetos anencéfalos?!

Nestes momentos precisamos parar e refletir para qual direção está sendo conduzida nossa sociedade.

Quando assistimos impotentes à votação pela televisão e constatamos que por 8 votos a 2, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu autorizar a mulher a interromper a gravidez em casos de fetos anencéfalos, sem que a prática configure aborto criminoso. Ação movida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS), que tramita na Corte desde 2004.

O último ministro a se manifestar, o presidente do STF, Cezar Peluso, votou contrariamente à interrupção da gravidez. O outro voto contrário foi o do ministro Ricardo Lewandowski. Para Peluso, não se pode impor pena capital ao feto anencefálico, "reduzindo-o à condição de lixo".

Segundo o ministro, o feto, portador de anencefalia ou não, tem vida e, por isso, a interrupção da gestação pode ser considerada crime nesses casos. "É possível imaginar o ponderável risco que, se julgada procedente essa ação, mulheres entrem a pleitar igual tratamento jurídico na hipótese de outras anomalias".

Pensando neste assunto, imaginamos que, o que seria melhor psicologicamente para a família do bebe anencéfalo: ter tentado dar a vida a uma nova criança (filho) que por si não conseguiu sobreviver, ou matá-lo em seu ventre não lhe dando a possibilidade de ser gerado, e de se ter tentado pelo menos alguma convivência que possibilite ou auxilie no desenvolvimento do sentimento amor.

Permitir este aborto é assegurar, não o livre arbítrio para a mãe em manter ou não a gestação, mas sim a sua família, pois quando grávida, a mulher se fragiliza e nesta hora a maior influência na decisão muitas vezes não será dela, mas sim do pai, do avô ou do médico. Isto me lembra um livro que li há muitos anos, o “Admirável Mundo Novo. É um livro escrito por Aldous Huxley e publicado em 1932 que narra um hipotético futuro onde as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais, dentro de uma sociedade organizada por castas. A sociedade desse "futuro" criado por Huxley não possui a ética religiosa e valores morais que regem a sociedade atual. Qualquer dúvida e insegurança dos cidadãos era dissipada com o consumo da droga sem efeitos colaterais aparentes chamada "soma". As crianças têm educação sexual desde os mais tenros anos da vida. O conceito de família também não existe.” (Fonte: Wikipédia)

Que sociedade estamos criando? Que leis irão nos autorizar em nossas insanidades?

Estamos brincando de Deus! Queremos selecionar filhos, que iremos considerar em nossos pequenos padrões de sociedade, perfeitos? O filho perfeito ou ideal seria aquele que nos trouxesse a capacidade de transcender, de ser melhor, de ser responsável e dedicado a alguém frágil que precisa de nós, principalmente nos primeiros anos e momentos de vida e que deve ser educado, criado e mantido pelos pais até o seu desencarne. Ensinando a todos os envolvidos.

Nós, espíritas, sabemos ainda que estes momentos em contato com a mãe, mesmo que por apenas 3, 4 ou 9 meses ou que sua vida dure 1 minuto ou anos a mãe esta possibilitando a vida, e muitas vezes esta reencarnação estava ajudando o espírito a recompor seu perispírito para retornar novamente numa outra reencarnação, quem sabe filho da mesma mãe, em melhores condições físicas. E existe ainda o aprendizado para a mãe, ensinando a amar, muitas vezes auxiliando o espírito com maior dificuldade, através da maravilhosa missão de gerar crianças, filhos de Deus.

Como fica o relacionamento deste espírito que foi rejeitado, pelo aborto, e depois volta numa nova gestação, marcado já não só pelos seus próprios defeitos, mas sim pelas dores da rejeição impostas a ele? E a condição da mãe que abortou e em muitos casos, segundo a Psicologia, encontra problemas psicológicos complicados por ter cometido o aborto. Será que a impunidade perante a “Lei” assegura a impunidade perante nossa consciência?

Que possamos divulgar mais nossos conceitos espíritas para esclarecermos mais pessoas sobre a maravilha da reencarnação, sabendo que após a concepção somente Deus sabe o momento exato da nossa desencarnação, e que ainda poderá ser alterado dependendo de nossas atitudes. Se a vida irá durar 3 meses ou 100 anos não compete a nós julgarmos os caminhos de Deus para nossa evolução.

Os pais de crianças especiais, também são especiais, mas por iniciativa de um órgão de saúde, que já não sei se somente com saúde se preocupa, autorizamos uma lei absurda (a sociedade também é responsável coletivamente), possibilitando o aborto de uma criança especial que iria auxiliar sua família a aprender a amar ao próximo como ele é. Espero que a lei fique no papel e que as mães e pais que receberem o diagnóstico sejam fortes para entender que possibilitar esta gestação, irá fortalecê-los e praticar a aborto irá marcá-los, em ambos os casos, para sempre.

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