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A Porta Larga e a Porta Estreita

Caminhamos pelo mundo, distraídos. Convivemos com nossas tendências atávicas e preocupações do mundo material, deixando com que o tempo passe nos detendo para a evolução espiritual com qualquer distração. Isto nos conduz, fatalmente, para a Porta Larga. Porta esta detectada pelos nossos sentidos materiais. Nos exageros da busca da satisfação destes sentidos materiais, buscamos a Porta Larga que se nos apresenta com fachadas “luminosas e piscantes”.

Para buscarmos a Porta Estreita, precisamos indubitavelmente fazer esforços e sacrifícios, através de regimes dos sentidos físicos, para conseguirmos passar por ela. Esta Porta é destinada para aqueles que se conduzem pelos sentidos espirituais. Quanto tempo dedicamos ao desenvolvimento de hábitos que agucem nossa sensibilidade espiritual?

Recebemos, como nos diz Emmanuel no Capitulo 61 do Livro Caminho, Verdade e Vida, em nossa reencarnação “o dom de servir como um ministério essencialmente divino”, e conclui no mesmo texto “Cada qual ministrará os bens recebidos do Pai, na sua própria esfera de ação, sem a idéia egoística de ganhar para enriquecer na Terra, mas de servir com proveito para enriquecer em Deus.”

Conduzimos nossos caminhos com nosso livre-arbítrio, e com o mesmo principio vamos buscando alegrias fugazes, esquecendo de focar para a alegria espiritual que deveríamos buscar para a auto-evolução.

Lembrando com Kardec, no Capitulo XVIII – Item 5 - A porta estreita – Tradução de Guillon Ribeiro, “É estreita a da salvação, porque a grandes esforços sobre si mesmo é obrigado o homem que a queira transpor, para vencer suas más tendências, coisa a que poucos se resignam. É o complemento da máxima: “Muitos são os chamados e poucos os escolhidos.”

Evangelizemos nossos corações, para agirmos em consonância com o Cristo, utilizando toda nossa força, todo nosso corpo, nossos olhos, nossa boca, nossa língua, nossas pernas e braços a serviço de Deus, na construção do Amor em nossos corações.

A porta estreita só é de difícil passagem para aquele que não se sujeita a sacrifícios quando o mundo o convoca as distrações.

“Meus discípulos serão reconhecidos por muito se amarem.” (João 13: 35)

Este texto foi inspirado, no Programa Visão Espírita, veiculado pela Rádio Brasil 690 AM, todos os Domingos das 9:30h as 11:00h, com comentários de Luiz Pessoa Guimarães, Geraldo de Tarso e do autor do texto Alan Diniz Souza em 22 de abril de 2013.

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