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DIVULGAÇÃO ESPÍRITA: Despertemo-nos!

[Extraído do livro DESENVOLVIMENTO ESPÍRITA, Editora Truffa]

“Divulgar o Espiritismo por todos os meios e modos dignos ao alcance é tarefa prioritária.” Bezerra de Menezes, médium Divaldo Franco (Reformador/JAN-05)

Percebe-se de forma clara que começam a surgir no meio espírita, expressivo número de dirigentes e trabalhadores que abriram os olhos à importância premente da divulgação espírita além-paredes. Por exemplo, em Fortaleza-CE já se tornou tradição o TEATRO TRANSCENDENTAL, que é um evento anual aberto ao público, produzido por espíritas e dirigido com alta qualidade técnica e artística. Em eventos como esse, subliminarmente – e também diretamente – os princípios espíritas são divulgados aos não-espíritas.

Peças teatrais espíritas de grande qualidade artística percorrem todo nosso País. Filmes espíritas começam a surgir. A mídia impressa descobre o Espiritismo.

Disse o espírito Marcelo Ribeiro (pelas mãos de Divaldo Franco): “O Espiritismo é o antídoto eficiente e rápido para os males que grassam, na Terra, derruindo o materialismo e promovendo a vida”. Esta afirmação nos alerta que a divulgação dos princípios espíritas é um dos focos mais urgentes de nossa seara, como também reforça o amável irmão e mestre Bezerra de Menezes na introdução deste texto.

Se começa a surgir um número expressivo de seareiros abraçando a tarefa de divulgar o Espiritismo a quem não o conhece, por outro lado, ainda é muito maior o número de dirigentes e trabalhadores que não têm essa visão. Lembro-me quando um amigo espírita alertou-me dizendo que “nós espíritas estamos falando para nós mesmos”. Este comentário me fez abrir os olhos – pela primeira vez – a essa realidade! O fato é que fazemos palestras para espíritas, congressos para espíritas, eventos para espíritas. Em contrapartida, Kardec deixa claro que, além do objetivo essencial do Espiritismo (que é o nosso desenvolvimento espiritual), ele – o Espiritismo – veio para propiciar as bases para uma nova sociedade. O desafio é: como formaremos uma nova sociedade se continuarmos falando para nós mesmos?

Você sabia, caro leitor, que nos Estados Unidos – um país não-espírita – são proferidas mais palestras sobre reencarnação abertas ao público do que no Brasil, que é o maior país espírita do mundo? Será que não nos está faltando ousadia para quebrarmos os limites físicos dos nossos Centros Espíritas e levarmos a mensagem espírita além-paredes?

Atualmente ficamos felizes por saber que grandes livrarias têm geralmente uma seção de livros espíritas. O que é bom. Mas o ideal é que além desta seção, os livros de alta vendagem – do espírito Emmanuel, por exemplo – ficassem também expostos nas bancas principais das livrarias, isto é, naqueles espaços onde estão os livros destaque de diversos segmentos e temas. O que estamos fazendo para isto ocorrer?

Na ausência de nossa atuação eficaz na divulgação espírita aos não-espíritas, a espiritualidade toma a iniciativa de fazer sua parte. Por exemplo: induz não-espíritas a produzirem sérias reportagens em revistas de grande circulação como VEJA, ÉPOCA e ISTO É; a produzirem novelas com cunho espírita no canal de maior audiência do País (TV Globo); a produzirem filmes sobre temas espíritas, com sucesso mundial, vindos do país com maior capacidade técnica e diretiva de filmagens (os Estados Unidos). A espiritualidade está atuando. E nós, o que estamos fazendo em relação à divulgação aos não-espíritas? Continuaremos falando para nós mesmos? Insistiremos em fazer Congressos para nós mesmos?

Algo auspicioso na direção da divulgação é o fato de espíritas brasileiros terem iniciado a confecção de filmes com teor espírita.

A seguir algumas informações com o propósito de estimular o movimento espírita brasileiro agir com ainda mais ousadia.

a) Allan Kardec nos orienta a fazermos publicidade nos jornais mais divulgados!

“Uma publicidade, numa larga escala, feita nos jornais mais divulgados, levaria ao mundo inteiro, e até aos lugares mais recuados, o conhecimento das ideias espíritas, faria nascer o desejo de aprofundá-los, e, multiplicando os adeptos, imporia silêncio aos detratores que logo deveriam ceder diante do ascendente da opinião”. Allan Kardec (Projeto 1868 – Obras Póstumas)

Você sabia que na cidade do Rio de Janeiro, nas últimas décadas do século 19, havia uma coluna semanal espírita no jornal de maior circulação do País? O jornal chamava-se O País (seria a Folha de São Paulo de hoje) e o autor dos textos tinha o nome de Bezerra de Menezes, que utilizava do pseudônimo Max.

A triste realidade de hoje é que o feito de Bezerra de Menezes não está se repetindo. Não temos mais colunas espíritas periódicas no jornal de maior circulação do País. Imaginemos o que ocorrerá quando o Espiritismo tiver uma divulgação/publicidade periódica de 2 minutos na Rede Globo de Televisão? Ou quando tivermos uma página nas revistas semanais de maior circulação explicando “o que é” e “o que não é” Espiritismo? Imaginemos ainda o que ocorrerá quando tivermos um programa espírita em canal aberto de TV?

Questionemo-nos:

ESTAMOS FAZENDO PUBLICIDADE DO ESPIRITISMO NOS JORNAIS MAIS DIVULGADOS?

b) Cairbar Schutel divulgava o Espiritismo no local de maior circulação pública de sua cidade!

“Vi Cairbar Schutel de relance: eu vinha do agreste com minha querida mãe e o trem se deteve em Matão. Era o trem da noite que havíamos tomado com destino a Minas Gerais. Eu era uma criança de grupo escolar e vi quando aquele homem de traje impecável, de brim, porte esbelto, com um maço de jornais debaixo do braço, ia colocando um exemplar em cada banco vazio. Curioso, tomei um deles. Era O Clarim.

Mais tarde, através de fotografia tomei conhecimento de que o homem era Cairbar Schutel. Soube tempos depois que ele os esperava para distribuir a boa semente aos viajores fatigados que se destinavam às excursões mais distantes de São Paulo.”

Wallace Leal Rodrigues (Livro O Bandeirante do Espiritismo, Editora O Clarim – Eduardo Carvalho Monteiro e Wilson Garcia)

Questionemo-nos:

ESTAMOS DIVULGANDO O ESPÍRITISMO NOS LOCAIS DE MAIOR CIRCULAÇÃO DE NOSSA CIDADE?

c) Marcelo Ribeiro (espírito) esclarece: Espiritismo, não é lícito impô-lo, nem justo deixar de apresentá-lo.

“O Espiritismo é um tesouro de alto valor que tem a missão de produzir lucros de amor e juros de paz. Ocultá-lo, sem o promover entre as criaturas, é o mesmo que enterrar uma fortuna, que assim perde a finalidade para a qual existe. Retê-lo, constitui crime de avareza, considerando-se a fonte de luz de que padecem as criaturas. (...) O Espiritismo é o antídoto eficiente e rápido para os males que grassam, na Terra, derruindo o materialismo e promovendo a vida. Difundi-lo, a rigor, é tarefa de quantos se identificam com as suas lições e nele encontram satisfação de viver. Não é lícito impô-lo, nem justo deixar de apresentá-lo.” Marcelo Ribeiro, psicografia de Divaldo Franco (Livro Terapêutica de Emergência. Editora LEAL)

Questionemo-nos:

ESTAMOS SENDO JUSTOS, NÃO DIVULGANDO O ESPIRITISMO AOS NÃO-ESPÍRITAS?

d) Eurípedes Barsanulfo sugere levarmos suas palavras a toda a parte!

“Que vocês levem a nossa palavra a toda a parte. Aqueles que possam fazê-lo, transmitam-na através dos meios de comunicação. Precisamos contagiar nosso movimento com estas forças positivas, a fim de ajudarmos efetivamente o nosso País a crescer e caminhar no rumo do progresso.” Eurípedes Barsanulfo, psicografia de Suely Caldas Schubert (Artigo Mensagem de Esperança)

Questionemo-nos:

ESTAMOS LEVANDO AS PALAVRAS DE EURÍPEDES A TODA A PARTE?

e) Herculano Pires nos mostra o tanto que temos a caminhar!

“Se os espíritas soubessem o que é o Centro Espírita, quais são realmente sua função e a sua significação, o Espiritismo seria hoje o mais importante movimento espiritual e cultural da Terra.”

Questionemo-nos:

ESTAMOS FAZENDO NOSSA PARTE PARA QUE O ESPIRITISMO SEJA O MAIS IMPORTANTE MOVIMENTO ESPIRITUAL E CULTURAL DA TERRA?

f) André Luiz nos orienta a divulgarmos o Espiritismo em cada programa de rádio e televisão!

“Divulgar, em cada programa de rádio e televisão, ou programas outros de expansão doutrinária, conceitos e páginas das obras fundamentais do Espiritismo. A base é indispensável para qualquer edificação.” André Luiz, psicografia de Chico Xavier (Livro Conduta Espírita. Editora FEB),

Questionemo-nos:

ESTAMOS DIVULGANDO O ESPIRITISMO EM CADA PROGRAMA DE RÁDIO E TELEVISÃO?

g) Vianna de Carvalho (espírito) nos induz a deixarmos de ser indiferentes em relação à divulgação espírita.

“Na hora da informática, com os seus valiosos recursos, o espírita não se pode marginalizar, sob pretexto pueris, em que disfarça a timidez, o desamor à causa ou a indiferença pela divulgação.” Vianna de Carvalho, psicografia de Divaldo Franco (Livro Reflexões Espíritas. Editora LEAL)

Questionemo-nos:

ESTAMOS SENDO TÍMIDOS OU INDIFERENTES EM RELAÇÃO À IMPORTÂNCIA DA DIVULGAÇÃO AOS NÃO-ESPÍRITAS?

h) Allan Kardec nos orienta a popularizarmos o Espiritismo.

“Dois elementos devem concorrer para o progresso do Espiritismo; estes são: o estabelecimento teórico da Doutrina e os meios para popularizá-la.” Allan Kardec (Projeto 1868 – Obras Póstumas)

Diz Allan Kardec, no capítulo XVIII do livro A Gênese: “Pelo seu poder moralizador, por suas tendências progressistas, pela amplitude de suas vistas, pela generalidade das questões que abrange, o Espiritismo é mais apto, do que qualquer outra doutrina a secundar o movimento de regeneração”.

Se o Espiritismo é, como diz Kardec, a Doutrina “mais apta a secundar o movimento de regeneração” (que se avizinha) será que devemos manter apenas conosco – seguidores do Espiritismo – este vastíssimo conhecimento que a Doutrina Espírita proporciona? Será que estamos exercendo a caridade que Emmanuel proclama: “O Espiritismo nos solicita uma espécie permanente de caridade – a caridade de sua própria divulgação?”. (Livro Estude e Viva, psicografia de Chico Xavier e Waldo Vieira, FEB)

Questionemo-nos:

ESTAMOS UTILIZANDO-NOS DOS MEIOS ADEQUADOS PARA POPULARIZAR O ESPIRITISMO?

Uma importante observação:

A divulgação do Espiritismo aos não-espíritas não pode ter o objetivo de convertê-los à nossa Doutrina. Alguém já disse que “O Espiritismo não será a religião do futuro, mas, o futuro das religiões”. O que equivale a dizer que as pessoas não precisam ser espíritas, mas todas devem ter conhecimento dos postulados espíritas, pois são leis naturais. Daí a importância da necessária, da premente e urgente, divulgação!

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