Cadastre-se em nosso boletim semanal

Nome:
Email:
Cadastre-se e receba as atualizações do site

Os homens-abelhas e os homens-parasitas

Na natureza observando o trabalho das abelhas, seria difícil deixar admirá-las. Organizadas em colmeias, trabalham insistentemente para coletar o néctar das flores, a fim de ser elaborado o mel, utilizado como fonte de alimentação para todas elas. A organização e disciplina das abelhas é um exemplo de uma sociedade operosa, onde cada componente executa a contento a sua tarefa. Temos então o exemplo de trabalhadores dedicados, deixando como legado o mel doce, que nós humanos também muito apreciamos. Mas, na natureza também existem os parasitas, tanto plantas que exploram a seiva e nutrientes de outras, como aqueles insetos que penetram no hospedeiro, onde sugam toda a energia. Neste o caso o legado destes parasitas é a morte ou destruição parcial de sua vítima.

Em uma comparação simples, temos frequentemente ambos os casos em nossa sociedade. Homens dedicados ao trabalho e ao lar, respeitando as leis vigentes, contribuindo para o bem comum da coletividade humana. Estes se assemelham as abelhas, operosas e produtivas. O legado que deixam é o exemplo de integridade moral e ética em todas as ações que executaram. Em contraste, temos frequentemente os exemplos negativos de indivíduos em todos os segmentos da atividade humana, que exploram sem qualquer escrúpulo os seus semelhantes. Sugam as energias dos mais fracos e simplórios, aproveitando-se da boa fé da gente simples. Embora a mídia dê ênfase as ocorrências lastimáveis campo político e religioso, estes parasitas estão ainda presentes em todos os níveis sociais da humanidade. Equivalem-se aos parasitas, deixando como legado apenas a morte e a destruição, que se refletem na principalmente na miséria social que ainda assola a nação brasileira.

Difícil fazer uma análise mais profunda deste quadro social, sem incluir a questão da reencarnação, e a fé em Deus. O Ser supremo do universo, imensuravelmente bom e justo, jamais permitiria o sofrimento da sociedade humana, se não existisse uma razão para isto. Podemos muitas vezes ter dificuldades em compreender as ações divinas, mas a fé raciocinada permite vislumbrar o quadro de provas e expiações ainda necessário no atual estágio moral em que se encontra o planeta. Se analisarmos a história da evolução de nossa sociedade, desde os tempos bárbaros para a época atual, constatamos que o egoísmo tem sido o precursor de todas as desavenças e guerras ao longo dos séculos. Como consequência, a lei de ação e reação que serve para nos reeducar, permite através da reencarnação reencontramos antigos desafetos, nas mais diferentes posições sociais, que nos colocam em situações muitas vezes difíceis tanto individualmente, como também de forma coletiva, conforme o caso. Quem pune o criminoso, não é um anjo de luz. Mas igualmente outro criminoso, que é atraído pelas leis de reajustamento moral que governam o universo. Assim, estes homens-parasitas, fazem a maldade pela própria natureza de seu estagio evolutivo, mas servem também como elemento de resgate para todos aqueles que necessitam de passar por esta cota de sofrimento, a fim de despertarem para o amor.

Nesta caminhada evolutiva em que nos encontramos, temos como grande desafio não perder o foco das razões pela qual estamos aqui. Em um de seus ensinamentos, Jesus deixou uma lição que na época e mesmo ao longo dos séculos foi pouco compreendida. Apenas o Espiritismo conseguiu decodificar e popularizou a essência deste ensinamento, contido na sentença “Deixai os mortos enterrarem os seus mortos” (Mateus, 8:22). Por morto, Jesus não se refere ao cadáver, neste caso. Mas sim, a todos aqueles que ainda estão adormecidos espiritualmente, agindo como “mortos-vivos” no campo moral. Vivos no aspecto biológico, mas morto para as conquistas espirituais. Encontram-se fascinado pelo mundo material, perdendo a noção de que estamos aqui provisoriamente, para evoluir, tanto no aspecto moral, como no intelectual. Assim, nesta inércia que muitos optaram por situar-se como “mortos-vivos”, por estacionar neste processo evolutivo, necessitam de serem “acordados”. Nada melhor que a dor bendita, provocada nas experiências dolorosas pelos “homens-parasitas” colocados em nossos caminhos para nos despertar.

Que possamos agora passar a semear a boa semente, procurando pautar as nossas ações em todas as atividades que realizamos, dentro dos princípios cristãos, de forma a ter uma colheita mais amena, nesta e nas próximas reencarnações. A opção se agir de forma correta, desperta gradativamente em nos uma visão mais nítida sobre a escolha mais coerente nas decisões eu temos de tomar, refletindo de forma positiva em todos os aspectos de nossa vida. Erramos menos, e como consequência, adquirimos a necessária paz, tão almejada por todos.