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O Islamismo

Álvaro Vargas

Foi iniciado pelo profeta Maomé no ano 610 D.C., na região que se situa hoje a Arábia Saudita. Nesta época, nem o Cristianismo nem o Judaísmo haviam conseguido prosperar entre as tribos existentes, que professavam o politeísmo. Povo semibárbaro, afeito a lutas constantes, havia a necessidade de um mensageiro mais enérgico que se impusesse ao povo, de forma a libertá-los da idolatria. Jesus, o governador espiritual da Terra julgou oportuno que Maomé ali reencarnasse não só para levar a Sua mensagem de amor e libertação, como também provocar uma renovação do Cristianismo, corrompido que estava pelos desmandos da igreja na Europa.

Assim, nasce o profeta, emissário de Jesus, de modo que com uma vida simples e humilde pudesse reviver a mensagem de amor plantada na antiga Palestina. Entretanto, ao se casar com uma mulher muito rica e deixar-se levar pelas influencias das forças espirituais inferiores, a mediunidade de Maomé se corrompeu. Suas comunicações pela psicofonia e transcritas pelos seus seguidores (Maomé era analfabeto), gerou uma obra (o Alcorão) repleta de inconsistências que gera até hoje interpretações equivocadas em muitos de seus seguidores que não possuam o devido preparo moral.

Ao lado da doutrina do livre arbítrio e da necessidade da transformação moral (Jihad), existe também a doutrina fatalista, onde tudo está escrito, e ira acontecer. Esta visão fatalista equivocada não corresponde à realidade, pois estamos submetidos à lei de ação e reação, onde todas as nossas atitudes e pensamentos tem eco imediato, conforme as leis de Deus. Estamos a todo o momento mudando o nosso “Carma”, conforme o nosso procedimento, amenizando ou aumentando as nossas provas e expiações. A visão do Islamismo de não aceitar a reencarnação e que existe o inferno eterno para os pecadores, repete os mesmos equívocos de algumas correntes cristãs, como a católica e as igrejas reformadas, onde justiça Divina passa a ser questionada pela falta de lógica perante o quadro dramático de sofrimento que atravessa a humanidade.

A única explicação plausível é mesmo a reencarnação, que explica de forma racional as diferenças entre inteligência e imbecilidade, doença hereditária ao lado de pessoas saudáveis, ricos e miseráveis, acidentes, desencarne coletivos, etc. Além disto, o inferno eterno seria um desmentido do amor de Deus para com seus filhos, e se fosse real, seria uma prova de incompetência da Divindade, o que é um absurdo. Nesta mesma linha, o Islamismo fala do juízo final, onde os mortos serão ressuscitados. Um acontecimento impossível, explicado pela ciência, já que após a morte física o corpo decomposto pela reciclagem dos átomos que o compõe irão formar outros corpos orgânicos (indivíduos, animais, plantas, bactérias, etc.). Jesus quando conversou com seus seguidores após o martírio do Calvário, o fez em corpo espiritual (vidência e/ou materialização), nunca físico, que já estava morto.

O Islamismo, embora as suas contradições, foi um grande avanço para a região. Mesmo que Maomé tenha falhado na missão de renovar o Cristianismo, ainda assim deixou uma mensagem de amor, representando uma etapa evolutiva ao povo daquela região. A poligamia já existia antes de Maomé e ele apenas estabeleceu certa ordem neste aspecto, até para evitar a prostituição. Maomé que trazia as lembranças em sua memória espiritual sobre os desvios da igreja romana, lamentavelmente interpretou de forma equivocada que os “infiéis” eram todos aqueles que não aceitavam o Islamismo, quando na verdade o termo correto seria para os sacerdotes transviados da igreja de Roma (os falsos profetas).

As guerras iniciais que Maomé desencadeou foram em parte justificadas, pois buscava apenas se proteger, tanto que se refugiou em Medina para não ser morto. Anos mais tarde (630 D.C.) conquistou Meca e unificou a nação dentro do Islamismo. Mas, depois de seu desencarne seus seguidores empreenderam uma “Guerra Santa” conquistando e submetendo outras nações ao Islã. Chegaram ate a península ibérica, mas este avanço foi barrado por Carlos Martel em 732 D.C. A espiritualidade havia colocado um freio nesta expansão do islamismo. Temos de analisar e compreender que os desvios morais dos seguidores de Maomé ao promoverem tantas guerras também foram executados pelos ditos cristão, tanto nas cruzadas no Oriente Médio como também na famigerada “Santa Inquisição”. Em ambas as situações a igreja romana teve um papel significante, estimulando o crime e a barbárie, usando de forma indevida a cruz que imolou o Mestre Jesus que antes de tudo deve ser sempre um símbolo de amor e renúncia, nunca de guerra e destruição. Os equívocos são humanos, para os que se deixam levar pelo egoísmo e pela violência.

Allan Kardec explica que o Espiritismo não é a religião do futuro, mas o futuro das religiões, justamente por preencher as lacunas e equívocos existentes nas diferentes seitas religiosas, pela interpretação literal dos textos sagrados ao invés de compreender o significado espiritual das mensagens transmitidas pelos profetas. Além disto, supre as deficiências mediúnicas de muitos dos profetas, que como Maomé não conseguiu transmitir com fidelidade os ensinamentos recebidos dos planos mais elevados. Com certeza, os postulados Espiritas uma vez difundidos e compreendidos por todas as nações, ira gerar uma maior harmonia e compreensão entre todos os povos da Terra.

Referências literárias:

A Caminho da Luz, Emmanuel & Chico Xavier, Capítulo XVII.

Revista Espírita, ano nove, agosto de 1866, página 303.