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A Depressão, uma visão Espírita

Álvaro Augusto Vargas

Considerada como o mal do século, já esta atingindo mais de 20% da população mundial, e vem revelando-se como a segunda causa de letalidade, apenas menor que as doenças cardiovasculares. É normal que todos nos tenhamos períodos de depressão, geralmente ocasionados por experiências mal sucedidas que nos provocam a tristeza. Mas quando o quadro se apresenta por um período muito longo, pode tratar-se de uma perturbação mental. Na depressão, tanto unipolar como bipolar, o indivíduo perde o interesse pela vida, e isto tem se revelado destrutivo tanto para a pessoa afetada, como também para familiares e amigos. Já a tristeza oriunda de fatos comuns do dia a dia, pode servir como uma oportunidade para a reflexão acerca de nossa conduta, as razões para que a motivaram, servindo para uma aferição sobre os verdadeiros valores a serem conquistados, podendo se tornar uma alavanca para a modificação de rumo na vida, com a consequente melhora na escolha das decisões futuras. Mas a depressão, ao contrário da tristeza que é um fato normal da vida, na maioria das vezes não permite que a pessoa afetada consiga sair por si mesmo da situação em que se encontra. A baixa autoestima, insônia, irritabilidade, ansiedade, alteração brusca dos hábitos de higiene e alimentar, isolamento, desencanto, ausência de prazer, etc. lhe confere uma situação insustentável de desamparo e desespero, implicando na necessidade de ajuda eficiente por parte de profissionais habilitados para isto. As causas da depressão podem ter a sua origem motivada por questões diversas, desde traumas na infância, acidentes, enfermidades, vícios, estresse, etc.

Mas a principal razão para a sua origem ainda reside na alma das pessoas, que traz uma bagagem pretérita de equívocos em existências passadas, que emergem sob o efeito de “culpa” existente no subconsciente, ocasionando todo um quadro sintomático depressivo. De acordo com Manoel P. Miranda e Divaldo Franco (Nos Bastidores da Obsessão), os sexólatras, os viciados, invejosos, ciumentos, pessimistas, amargurados, são os que mais facilmente transpões os limites da saúde mental. No livro Pensamento e Vida (Emmanuel e Chico Xavier), citam que a falta cometida, opera em nossa mente um estado de perturbação instaurando desarmonias de vastas proporções. Joanna e Angelis e Divaldo Franco (Vitória sobre a Depressão), dizem: “podemos asseverar que na maioria dos transtornos depressivos, as causas apresentam-se como de natureza espiritual”. Emmanuel e Chico Xavier comentam que existem enfermidades na alma tão persistentes, que exigem várias reencarnações para a sua regeneração (O Consolador). Ermance Dufaux e Wanderley de Oliveira (Prazer de Viver) resumem bem, quando dizem “reencarnar é com Deus, renascer é conosco”.

Mas, como superar esta situação. Evidente que quem sofre desta enfermidade deve em primeiro lugar buscar a ajuda médica e, para isto a psiquiatria possui a orientação especifica para cada caso. Mas embora seja importante esta orientação médica, que trata dos efeitos da doença com medicamentos cada vez mais eficazes, por se tratar de uma enfermidade da alma que esta se exteriorizando nesta encarnação, torna-se de fundamental importância tratar também das causas que levaram a pessoa manifestar esta enfermidade. Assim, em complementação ao tratamento clínico, a frequência ao centro espírita visando a fluidoterapia (passes e agua fluidificada), a desobssesão (conforme o caso) e acima de tudo, a orientação espiritual que motive a transformação moral do enfermo é vital para a sua recuperação.

A casa espírita é uma escola de almas. Com as palestras, cursos, seminários, etc., as informações acerca do mundo espiritual podem permitir a todos, uma mudança de hábitos, passando a dar o devido valor ao mundo espiritual, mas sem perder de vista a sua verdadeira natureza de espírito imortal. Passamos a compreender melhor que somos Espíritos e apenas estamos tendo uma experiência na matéria, nos “reeducando” através das provas e expiações vivenciadas no momento, inclusive as enfermidades como a depressão. Ao compreender os postulados básicos da Doutrina Espírita, que além de enfatizar que Deus é um pai bondoso e que somos espíritos eternos, como nas demais religiões, temos a vantagem de conhecer a “fé raciocinada”, onde o indivíduo intelectualizado da época atual, só necessita aceitar os ensinamentos filosóficos e religiosos que tenham uma lógica racional, sem mistérios, dogmas ou rituais, onde a existência da justiça Divina se faz através da reencarnação e da lei de causa e efeito, que corrige o infrator, mas oferece inúmeras oportunidades de sua remissão nesta e nas próximas reencarnações.

Gradativamente então, o depressivo vai compreendendo que esta apenas vivenciando uma experiência dolorosa, e que a situação do momento é apenas uma colheita temporária dos equívocos perpetrados nesta e nas existências passadas, e que o seu caso tem solução, com uma eventual cura de seus males. Passa a entender que o amor “lava uma multidão de pecados”, passando a proceder com mais educação e fraternidade perante os seus semelhantes, combatendo o egoísmo e mudando a sua disposição mental, que será a verdadeira cura para o seu mal. Evidente que em grande parte dos casos, não será apenas em uma existência que esta cura será alcançada.  Mas, a melhora de sua situação será sempre evidente. Nos casos onde existe também a interferência de um agente externo do mundo invisível, o obsessor espiritual, a cura poderá ser ainda mais rápida, quando este após as manifestações através dos médiuns nas seções de desobssesão, consegue perdoar o antigo algoz do passado (que agora se encontra na roupagem de enfermo depressivo), afastando-se e permitindo a recuperação daquele que estava sendo vítima desta obsessão. Segundo Inácio Ferreira (Novos Rumos à Medicina, FEESP, Vol.1, pag. 47), 70% dessas tragédias que se desenvolvem na humanidade, produzindo estes transtornos mentais, são consequências psíquicas partindo do mundo invisível aos nossos olhos materializados. Evidente que sem a transformação moral do enfermo, pouco ou nenhum beneficio existirá neste tratamento espiritual, pois o afastamento de um Espírito endurecido no mal não é nenhuma garantia que outro ainda pior não venha a tomar o seu lugar. Apenas as defesas morais, adquiridas pelo comportamento ético, honesto e fraterno, poderão garantir as barreiras necessárias para mantê-los a distância de qualquer efeito malévolo. Da nossa parte, tenhamos certeza que ninguém esta livre de uma enfermidade depressiva ao longo de nossa existência terrena.

Possamos, portanto, fazer a nossa parte, tomado a vacina correta, ou seja, dentro de nossas possibilidades, seguir o caminho apresentado por Jesus há 2000 anos!