Cadastre-se em nosso boletim semanal

Nome:
Email:
Cadastre-se e receba as atualizações do site

Os desafios existentes para uma vida conjugal em harmonia


Pesquisa do IBGE (2015) calculam que o tempo médio de duração de um casamento no Brasil está em 15 anos. Considerando a nossa estimativa de vida em 75,5 anos (IBGE, 2015), este tempo de duração tão baixo para um casamento é motivo de preocupação. Vários fatores podem contribuir para a deterioração no relacionamento a dois, e com certeza o cenário hoje no mundo associado ao despreparo do casal tem um impacto profundo na vivência harmônica do casal. As informações divulgadas pela mídia, mesmo com o viés sensacionalista, nos apresentam quadros preocupantes e dramáticos, com tragédias, crimes, guerras, crises econômicas, etc. Tudo isto somado aos próprios desafios domésticos, conspira contra a harmonia conjugal.

A Doutrina Espírita esclarece que antes de reencarnarmos fizemos um planejamento para a presente jornada na Terra, e que sendo espíritos eternos, a nossa estadia na erraticidade (mundo espiritual), é mais longa do que o nosso estágio encarnado. Portanto, as experiências que estamos vivenciando, já eram de nosso conhecimento antes de reencarnarmos, e existiu uma preparação para que lográssemos sucesso na presente empreitada. Avaliando as crises matrimoniais, temos de considerar que assim como o nosso planeta ainda se encontra no estágio de “provas e expiações”, o mesmo ocorre com as nossas famílias.

Os encontros e reencontros vão acontecer seguindo o mecanismo de “ação e reação”, que norteia as nossas experiências terrenas. Desta forma, seremos “atraídos” por parceiros (as) que estavam dentro desta programação, tanto pela necessidade de ressarci-los por danos ocorridos em existências pregressas, ou com a finalidade de ajuda-los a superar provas que de outra forma ficariam muito difícil para eles. Acontece o mesmo com os filhos, que serão conduzidos para o seio familiar dentro desta ótica, expiação, provas ou reparação.

Mas ninguém renasce para ser infeliz. Temos todas as condições de encontrarmos a felicidade, se não no mundo exterior (perecível), mas nos valores do espírito, na consciência em paz pela certeza de que fizemos todo o possível para acertar, mesmo que os resultados não sejam satisfatórios aos nossos olhos. Nem sempre o companheiro (a) saberá honrar com os compromissos assumidos, desertando e criando situações muito difíceis para aquele (a) que fica.

Outras vezes são os filhos, criados com tanto amor, mas na fase adulta assumem atitudes lamentáveis perante os pais e mesmo com a sociedade. Importante entendermos que Deus é amor e nos quer bem, e ninguém renasce em um meio familiar por acaso. Tudo acontece segundo a justiça Divina.

Assim, lamentar a situação atual sem querer mudar a situação, abandonando a tarefa em busca de novos horizontes, é na verdade uma fuga das responsabilidades assumidas. O altíssimo índice de divórcio registrado no Brasil demonstra que longe de serem casos isolados, isto tornou-se extremamente banal. A falta de interesse dos conjugues em manter um relacionamento estável prolongado, demonstra o despreparo espiritual, a ignorância das pessoas quanto as responsabilidades assumidas e as implicações para este fracasso matrimonial.

Terão de repetir a mesma experiência, com o mesmo parceiro (a), sempre de forma agravada, ou seja, em condições de estresse socioeconômico ainda maiores. Evidente que aquele (a) que não foi responsável pelo fracasso conjugal, estará eximido desta necessidade, desde que realmente tenha trabalhado com humildade e amor no limite de suas forças para a harmonia familiar.

O que causa preocupação é que neste período de transição planetária, aproximando-se do clímax que precede a passagem da Terra para a categoria de planeta de Regeneração, reencarnaram no mundo milhões de espíritos pervertidos e violentos, que por determinação Divina, estavam confinados nos abismos do Umbral inferior por vários séculos, para não impedirem o progresso moral da humanidade. Mas nesta etapa final, faltando poucas décadas para encerrar este ciclo, Jesus concedeu a eles a “última” oportunidade de se redimirem, mudando de conduta, através da reencarnação na Terra.

Se mudarem realmente, evitarão o banimento para um orbe inferior (como a Terra já foi na época primitiva). Mas o que podemos observar é que parcela expressiva destes espíritos vem repetindo a mesma forma doentia de agir, causando sérios transtornos a nossa sociedade.
Assim, observamos o paradoxo do comportamento humano, onde ao lado de pessoas de bem, altruístas, temos indivíduos dotados de franco atraso moral atuando em todos os ramos da atividade humana, com comportamento esdrúxulo no mau gosto musical, forma de se vestir e automutilação, violência e criminalidade, drogas aditivas, sexo desregrado, etc.

 

Em outras palavras, o casal que aspire formar uma família harmônica, enfrenta não só a questão das provas e expiações existentes no lar que estão edificando, mas sofre também toda pressão do clima degradado existente em nossa sociedade, muitas vezes invadindo nossos lares (programas de TV), aliciamento dos filhos para a droga e prostituição, etc. Além disto, existe a interferência dos espíritos inferiores, que do Umbral estão encontrado mais facilidade de interagir com os encarnados, pela proliferação dos vícios e da violência na Terra.

Quando Jesus orientou a humanidade no sentido de orar e vigiar, não foi um apelo para que reservemos um breve momento do dia para isto. Mas sim, recomendou-nos uma existência digna, ética, fraterna, em todos os momentos do dia a dia.

A vivencia fraterna, a leitura de obras edificantes, a frequência a um tempo religioso, tudo isto associado à oração, nos confere forças e resistências para suportarmos os reveses das provas que temos de atravessar, e cumprirmos com os objetivos a que nos propomos ainda na esfera espiritual, antes de reencarnarmos.

Sem este preparo, disciplina moral e conhecimento suficiente para discernir com bom senso os caminhos a serem trilhados, o casal corre o risco de fracassar na vida conjugal, pelo equívoco ocasionado pela análise superficial das oportunidades oferecidas para a transformação moral neste grande educandário que é a Terra. Que todos nós possamos atravessar a presente existência com a consciência em paz, na certeza que procuramos de forma consciente fazer o melhor!