A importância do Brasil no cenário mundial

Em relatório recente, o Banco Mundial informou que o futuro 52% dos jovens brasileiros está em risco, devido à baixa escolaridade. O documento inclui entre os 25 milhões de indivíduos em risco de ficarem fora do circuito de bons empregos os 11 milhões de “nem-nem”, aqueles que nem trabalham nem estudam; os que frequentam a escola, mas com atraso na formação, e os que trabalham na informalidade. Isto afeta seriamente a nossa nação, pois em grade parte serão os indivíduos responsáveis pelo destino do Brasil.


Entretanto, embora este cenário seja negativo, e sugere que não poupemos esforços para reverte-lo, temos de considerar que ainda somos um país em fase de construção de uma identidade moral. Comparando com outras nações mais desenvolvidas, como as do continente europeu, realmente estamos muito mal no aspecto da honestidade. A corrupção atinge todas as camadas sociais, fazendo parte da cultura de muitos brasileiros. O “jeitinho”, a forma de querer tirar vantagem a qualquer custo, etc. Os políticos desonestos, tão criticados pela sociedade, nada mais são que representantes do próprio povo.


Mas, se observarmos outras características, como o orgulho, a arrogância e o egoísmo, os brasileiros estão em grande vantagem, quando comparados com estas nações economicamente mais ricas. Basta ver a própria história, como as guerras ocorreram no continente europeu, algumas com longa duração (ex.: guerra dos 100 anos). Foram os países europeus os principais protagonistas das duas grandes guerras mundiais, que ceifaram a vida de mais de 200 milhões de pessoas e causou terríveis destruições das cidades. Estas imperfeiçoes morais, no nível que existe na maioria dois países ditos do “primeiro mundo”, foram em grande parte superada pelos brasileiros, onde a fraternidade, espontaneidade na aceitação de estrangeiros é marcante.


Na opinião de Emmanuel (Brasil Coração do Mundo, Pátria do Evangelho – Chico Xavier & Humberto de Campos), o futuro de nossa nação é bastante positivo: “... se a Grécia e a Roma da Antiguidade tiveram a sua hora, como elementos primordiais das origens de toda a civilização do Ocidente; se o império português e o espanhol, e a Inglaterra têm tido a sua hora proeminente nos tempos que assinalam as etapas evolutivas do mundo, o Brasil terá também o seu grande momento, no relógio que marca os dias da evolução da Humanidade”. Mas o conceito de tempo, para que estes fatos positivos aconteçam não estão relacionados com dias ou semanas. Vai depender da evolução moral do povo brasileiro. Enquanto não for sanado a corrupção em nossa sociedade, pelo menos em níveis compatíveis para uma convivência séria, honesta, dentro da ética que deve pautar o relacionamento entre os homens, estaremos atrasando momentos mais felizes que aguardam a nossa nação.
O livre arbítrio que Deus nos concedeu, nos permite sermos honestos ou não. Mas esta concessão esta atrelada à lei de “ação e reação”. Estamos então sujeitos a colher o que plantarmos. As lideranças políticas desonestas que tanto mal tem causado a nossa pátria, foram democraticamente eleitos pelo povo. As más escolhas, quando ocorreram, foram de nossa inteira responsabilidade. Apostando nas limitações morais da sociedade, existiu inclusive um bordão na propaganda política na década de 50 do século passado, intitulada “rouba, mas faz” (Adhemar de Barros, 1901-1969). E mesmo nos dias atuais, a compra de votos ainda persiste.
A consequência dos equívocos que praticamos, de forma individual e coletiva, tem provocado muito sofrimento ao povo brasileiro.

Mais de 25 milhões de desempregados ou subempregados, sistema de saúde precário e a violência urbana atingindo níveis assustadores. Tudo isto associado a precariedade do sistema educacional, e baixo crescimento econômico da nação brasileira. Este panorama gradativamente tem melhorado, mas o caminho doloroso que foi escolhido pelos brasileiros, poderia ter sido amenizado através da reforma moral, aderindo voluntariamente a uma postura cristã, dentro da ética e da honestidade. Podemos nos transformar moralmente pelo amor ou pela dor, e enquanto parte expressiva da população for refratária a uma mudança moral, o “tempo” que marca os dias para um futuro melhor de nossa sociedade será prolongado.


Através da psicofonia (16/11/2005), o médium Divaldo Franco transmitiu a mensagem do espírito de Deodoro da Fonseca sobre o Brasil: “... Abençoada pela fulgurante luz das estrelas do Cruzeiro do Sul, estás programada pelo Senhor da Vida para que sejas, em futuro não distante, o centro de irradiação do Evangelho restaurado”. Que possamos manter o otimismo com relação ao futuro do Brasil, na plena certeza de que com confiança em Deus e em nós mesmos construiremos todos juntos uma sociedade mais fraterna e feliz.

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