A polêmica sobre a "cura gay" e a visão Espírita

Independente dos motivos que levaram alguns supostos especialistas em propor o tratamento do homossexualismo, considerando-o como doença, sem dúvidas foi um grande equívoco. Além de não ser uma enfermidade, esta questão não pode ser tratada de forma simplista na visão da psicologia, quando apenas materialista, ou com base em fundamentos religiosos tradicionais. A homossexualidade está presente em parte expressiva de nossa população (em torno de 10%) e necessitamos trazer elementos sensatos que possam realmente esclarecer e beneficiar aqueles que buscam as explicações e alternativas para a situação em que se encontram.

É também preocupante o número daqueles que não aceitam a homossexualidade, discriminando-a de forma violenta. Na verdade, a homofobia é provocada por homossexuais que não aceitam a própria homossexualidade. Desta forma, agridem os casais homossexuais, por verem neles a própria imagem que odeiam. De ocorrência também lamentável são os homossexuais que buscam erroneamente uma fuga para a situação em que se encontram, casando-se. Imaginam que apenas a vivência heterossexual, mesmo sem atração pelo sexo oposto, possa ser a solução para a situação que desejam superar. Muitos tiveram filhos, e mais tarde optaram pelo homossexualismo em encontros clandestinos. Quantos dramas e escândalos poderiam ter sido evitados, apenas com uma maior aceitação das inclinações de que se veem portadores, buscando alternativas mais coerentes com a situação a ser enfrentada.

Na Doutrina Espírita, entendemos que Deus nos criou como espíritos simples e ignorantes, e ao longo do tempo, evoluímos tanto no aspecto intelectual como moral, principalmente pela reencarnação aqui na Terra e em outros planetas. Neste aprendizado reencarnatório, os espíritos podem renascer na roupagem carnal masculina ou feminina, dependendo da necessidade evolutiva de cada um. É comum mantermos a mesma predominância sexual (masculina ou feminina) em várias reencarnações. Entretanto, sabemos que a inversão sexual invariavelmente irá ocorrer pela necessidade de adquirirmos todas as qualidades masculinas e femininas, mas que esta inversão não provoca a homossexualidade.

Embora existem várias razões para o surgimento da homossexualidade, o fator predominante tem sido o desvio de conduta moral em existências pregressas. Isto porque, nem sempre nos conduzimos de forma correta, nos envolvendo em aventuras menos dignas, desrespeitando o sexo oposto. Como consequência, as lesões morais causadas em nosso corpo espiritual, vão demandar reparação em reencarnações expiatórias. O espírito predominantemente masculino pode vir a reencarnar em vestimenta carnal feminina, ou vice-versa. Passamos a entender então, que estando a sexualidade definida na alma do espírito reencarnante, esta não é uma questão de simples solução conforme proposto por alguns psicólogos baseados apenas em uma visão materialista ou por religiosos que tem uma visão simplista (salvação da alma pecadora) para uma questão tão difícil. Lamentável também aqueles que advogam o homossexualismo de forma indiscriminada, como se a degradação moral pudesse realmente trazer a paz tão necessária para a alma sofredora.

Para aqueles que tem a homossexualidade muito presente, e não sentem qualquer interesse pelo sexo oposto, a melhor opção sempre será aceitar-se e buscar o caminho mais condizente com suas próprias possibilidades. Evidente que Deus não nos colocou frente a provações que não possamos superar. Mas, assim como o pequeno pássaro que não consegue a sustentação do voo como das águias, que conseguem planar em grandes altitudes, a superação dos efeitos da homossexualidade também vai depender das forças morais de cada um. No caso, se a decisão for a vivencia sexual da homossexualidade (o homossexualismo), que este relacionamento seja embalado pelo amor, nunca pela promiscuidade.

Todos têm o direito de buscar a felicidade, e além do intercurso sexual, existe a questão da necessidade do afeto, da companhia a dois, que muitos não conseguem superar. Exigir que aqueles que tenham inclinações homossexuais vivam uma existência em isolamento, seria uma total falta de respeito e caridade com o nosso próximo. Apenas poucos indivíduos conseguem sublimar a homossexualidade, conduzindo as energias sexuais para outras finalidades (musica, ciência, religião, obras missionárias, etc.). Evidente que embora não concordemos com a apologia do homossexualismo (ex.: paradas gay), sempre devemos respeitar as opções sexuais alheias.

Desta forma, a maneira abruta e desrespeitosa que os defensores da “cura gay” propalam, além de descaridosa, tem o aspecto de quererem lidar com situações complexas, totalmente despreparados que se encontram para esta tarefa. Como exemplo, existem situações onde a homossexualidade é acentuada pelos processos obsessivos. Antigos companheiros de vícios em outras reencarnações, se aproximam, desequilibrando a vítima que se encontra em nova roupagem carnal nos dias de hoje.

Assim, entendemos que seja salutar para os que tenham inclinações homossexuais, passem a frequentar uma casa espírita, de modo a asserenar a alma e eliminar qualquer influência de espíritos obsessores. Através da desobsessão, fluidoterapia e aprendizado nas palestras espíritas, podemos atenuar os problemas obsessivos, de modo a assegurar que qualquer decisão a ser tomada, seja do próprio indivíduo, sem a interferência de espíritos malévolos. A vivência cristã sem dúvidas irá asserenar a mente na busca das melhores alternativas possíveis.

Temos de entender que Deus é um Pai bondoso e trabalha pela nossa felicidade. Não existe punição, mas reencarnações condizentes com a nossa necessidade de reparação e aprendizado. Independente de nossas opções sexuais, todos nós podemos ser felizes, através do autoconhecimento e decisões sensatas durante a nossa caminhada evolutiva. A homossexualidade é uma questão temporária, que será superada ao longo das reencarnações. Somos espíritos eternos, e teremos muitas oportunidades de regressar à Terra em situações cada vez mais felizes, na medida que as nossas ações sejam mais condizentes com os postulados cristãos.

 

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