O Espiritismo como movimento de transformação moral da humanidade

O codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec, bem definiu que o Espiritismo não é a religião do futuro, mas o futuro das religiões. De forma didática, esta doutrina consegue preencher todas as lacunas existentes nas principais religiões no mundo, trazendo o consolo necessário ao homem da época atual, ávido por respostas rápidas e inteligentes que atendam aos seus principais anseios.

 

Embora tenha evoluído de forma considerável nas últimas décadas, o Movimento Espírita de depara hoje com grandes desafios, inerentes a época em que estamos vivendo. As casas espíritas aprimoraram as suas estruturas, e o número sempre crescente de novos centros sendo fundados, revelam que esta doutrina consoladora está plenamente consolidada aqui no Brasil. Mas quanto aos dirigentes, responsáveis pela gestão dos centros e pela divulgação do Espiritismo, estão realmente evoluindo no aspecto intelecto-moral na velocidade necessária para atender a população sempre carente que busca o amparo e a orientação espiritual, em levas sempre crescente de necessitados? Estão conseguindo transmitir de forma concisa e eficiente a Doutrina Espírita?

 

A nossa sociedade vive uma era de grandes contrastes, com indivíduos de todos os níveis morais e intelectuais, comportando-se alguns, tanto de forma ética e caridosa, como outros vivendo justamente o oposto. E, vivenciando a fase final de transição planetária, com a permissão de Jesus para a última oportunidade que foi dada para a reencarnação de espíritos ainda endurecidos no 

mal (que estavam há séculos aguardando esta possibilidade), para que a pudessem aproveitar as lições terrenas e evitarem o exílio em planeta primitivo, temos então temporariamente agravado a cada dia, o panorama moral da Terra. Assim, ainda teremos durante algumas décadas, o aumento das aberrações morais e filosóficas, violência, etc., impactando todas as camadas sociais. A ação do Mestre Jesus, permitindo a reencarnação de almas recalcitrantes no mal, está de acordo com a necessidade de sermos testados em nossa predisposição para o bem, frente ao comportamento violento e imoral destes espíritos. Como esperado, muitos não estão se regenerando, arrastando multidões para uma vida desequilibrada em todos os aspectos morais. Como consequência, temos o panorama atual da Terra, mostrando os paradoxos do comportamento humano, almas perversas e pervertidas convivendo com aqueles que já acordaram para as realidades espirituais.

 

Compreendemos que existe urgência por parte dos dirigentes espíritas para se capacitarem melhor, de forma a estarem em condições de atender o público em geral de forma adequada. E, explicar melhor, que diferente de outras correntes filosófico-religiosas, o Espiritismo não apresenta uma “salvação” fácil, onde a frequência a um templo religioso, vergando o rótulo exterior da doutrina que professam, é suficiente para se sentirem quites com as leis Divinas. Portanto, passa a ser imperiosa a necessidade da divulgação do Espiritismo dentro dos postulados de Alan Kardec, demonstrando a toda a sociedade a necessidade premente da transformação moral, intrasferível e inadiável. Sabemos que o estudo incessante da Doutrina Espírita e a sua interiorização, é capaz de transformar moralmente todos os adeptos sinceros desta filosofia religiosa. Mas como orientar os simpatizantes do Espiritismo, se não estivermos adequadamente preparados para fazê-lo? As palavras podem convencer, mas só os exemplos arrastam...

 

As casas espíritas devem eleger como modelo, em sua essência, a “Casa do Caminho” fundada por Pedro e colaboradores nos subúrbios de Jerusalém há 2.000 anos, após a crucificação de Jesus. Abrigando a todos os necessitados da época, e vivenciando o amor dentro dos princípios propalados pelo Cristo, deixaram um marco de como devem se comportar os cristãos.

O Espiritismo não traz uma nova moral. Apenas nos permite entender a essência dos ensinamentos de Jesus através da fé raciocinada, sem fanatismos e rituais, a luz da intelectualidade da nova era. O saudoso Herculano Pires resumiu bem as necessidades daqueles que são adeptos do Espiritismo quando disse: “Não Basta compreender a Doutrina; é preciso, sobretudo, assimilá-la”. Portanto este é o nosso maior desafio, mesmo vivenciando uma época tão difícil, “o final dos tempos” que é a transição de um planeta de provas e expiação para um planeta de regeneração. Esta passagem de um mundo onde ainda predomina a maldade para outro melhor, onde predominará o bem até ser concluída  é dolorosa, pois atingiremos o clímax das provas e expiações necessárias à depuração dos Espíritos neste orbe. Que possamos empreender todos os esforços possíveis de forma a pautar a nossa forma de pensar e agir dentro dos ensinamentos cristãos. 

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