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O Homem e a Religião - Parte II

Conforme prometi no número anterior destes comentários - “O Homem e a Religião – Parte I” – darei agora um rápido mergulho no passado da civilização, com o olhar voltado para o surgimento das religiões. Meu objetivo é chegar ao Espiritismo, caracterizando-o e às suas não poucas diferenças com o Candomblé e a Umbanda. Respeitáveis os três. Mas diferentes entre si!

Eis o que a História registrou e o mundo de hoje mostra, quanto à relação criatura-Criador, filho-Pai, homem-Deus (os números referem-se aos adeptos no mundo):

JUDAÍSMO:

Fundado no Oriente Médio pelo patriarca Abraão, por volta do séc. XVII a.C. O legislador de Israel foi Moisés. Para os judeus a Bíblia é formada unicamente pelos livros hebraicos e corresponde essencialmente ao Antigo Testamento dos cristãos. O judaísmo se fortaleceu ainda mais com a criação do Estado de Israel, em 1948. Possui fortes características étnicas, nas quais nação e religião se mesclam. O judaísmo é reconhecido como a primeira religião monoteísta da humanidade e cronologicamente a primeira das três religiões oriundas de Abraão, com o cristianismo e o islamismo.  Adeptos: cerca de 14,8 milhões

HINDUÍSMO (BRAMANISMO):

Principal religião da Índia. Caracteriza-se pelo sistema de castas. Sucedeu ao vedismo (religião primitiva conhecida por quatro coleções de hinos — os Vedas —, entre 1.400 a.C. e o séc. VII a.C.). Reconhece a autoridade dos Vedas. O ser humano está sujeito ao sansara (sucessão de vidas e renascimento), regido pela lei do karma (ação e reação de toda ação, boa ou má). Posteriormente, Incorporou o ideal de renúncia do budismo.  Adeptos: 949 milhões.

CONFUCIONISMO:

Data do séc. V a.C. Foi uma tentativa de estabelecer regras de comportamento, numa agitada época do mundo chinês, onde vários principados se destruíam mutuamente. Respeito aos mais velhos, amor ao trabalho bem executado, moral severa — eis os traços do Confucionismo. Adeptos: cerca de 8,1 milhões.

BUDISMO:

Religião nascida na Ásia, fundada pelo príncipe hindu Sidarta Gautama, o Buda (560 e 480 a.C.). Ensinamentos: tudo é impermanente; a realidade é mutável; não existe nada em nós de realidade metafísica, nada de indestrutível. O ser está submetido ao ciclo de nascimentos e mortes, enquanto a conseqüência da ação (karma) não for interrompida. A existência está sujeita ao infortúnio, que se manifesta pelo sofrimento, doença e morte. Tem por ideal a renúncia.  É na Ásia que concentra a maioria dos seus adeptos (cerca de 494,9 milhões).

XINTOÍSMO:

 Religião do Japão, na qual os deuses são a personificação das forças naturais e os espíritos dos antepassados são igualmente considerados como deuses. A partir do séc. VI os budistas anexaram as divindades xintoístas ao seu panteão e pouco a pouco se formou um sincretismo. No séc. XVII novas seitas xintoístas recusaram qualquer compromisso com religiões estrangeiras. No séc. XIX tornou-se uma espécie de religião do Estado (adoração do imperador-deus). Adeptos: 2,7 milhões.

CRISTIANISMO:

Conjunto das religiões organizadas com base na pessoa de Jesus Cristo e nos escritos que relatam suas palavras e seus pensamentos. O Cristianismo, nascido na Judéia e difundido inicialmente no Oriente, foi pregado no mundo mediterrâneo pelos Apóstolos, depois da morte de Jesus. O Cristianismo, em sua origem uma seita surgida do judaísmo, afirma-se como religião revelada, isto é, de origem divina, mas com a particularidade de que Jesus, seu fundador, não era um simples intermediário entre Deus e a humanidade, mas o próprio Deus.

São 2.261,8 milhões de cristãos no planeta. Mas vejam só: desse total, cerca de 1,9 bilhão estão filiados às cerca de 300 tradições eclesiásticas cristãs, que deram origem a 33.820 denominações de igrejas. Impossível nominá-las...

ISLÃ:

Religião e civilização dos mulçumanos, fundada por Maomé, tendo surgido no séc. VII, na península arábica, é a última das religiões monoteístas. Maomé recebeu de Deus a revelação corânica [O Corão ou Alcorão e o hadith (tradição do Profeta) formam a tradição, verdadeira constituição que serve de modelo imperativo para os mulçumanos]. Não existe um clero mulçumano. Dogma principal do Islã: a existência de Deus (Alá), ser supremo único, infinitamente perfeito, criador do universo e juiz soberano dos homens. Para os mulçumanos, Maomé é o enviado de Alá. Adeptos: 1.552,3 bilhão.

OBS: Os números de adeptos das diferentes religiões foram extraídos do ALMANAQUE ABRIL/“Sociedade”/2013, p.130; à p. 132 consta o número de espíritas no Brasil: 3.848.876, segundo o Censo Demográfico 2010/IBGE.

(Meu espaço acabou. No próximo capítulo iniciarei comentar sobre a abençoada chegada do Espiritismo na Terra. Na sequência, mostrarei as diferenças entre a Doutrina dos Espíritos, codificada por Allan Kardec, e as características do Candomblé e da Umbanda. Prometo!).

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