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O Homem e a Religião - Parte III

O Homem e a religião – Parte I
O Homem e a religião – Parte II

Como assinalei no primeiro texto destes comentários, de tempos em tempos aportam no planeta Espíritos missionários, com a tarefa específica de erigir colunas-mestras da religação do homem a Deus. Todos, sem exceção, esclarecem que o comportamento humano — bom ou mau — terá sempre como resultante, respectivamente, aproximação ou afastamento da felicidade. Invariavelmente esses tarefeiros do Bem, prepostos de Jesus — tanto os que vieram antes quanto depois d’Ele — empunharam a bandeira do amor a Deus e ao próximo como principal via de acesso ao Reino Celestial.

Jesus, falando ao povo dogmático da recuada época em que o Império Romano era o “dono do mundo” não poderia dizer a esse povo coisas que naquele tempo não fariam sentido. Exemplos? Vejamos alguns. Antes, lembremo-nos do registro sobre o Mestre dos mestres feito pelo Espírito Emmanuel, em “A Caminho da Luz”, Cap I, p.17/18, 13ª Ed., 1985, FEB, RJ/RJ: Jesus participou da organização da Terra, desde quando o planeta ainda não existia. Com efeito, a Terra, há cerca de 4,5 bilhões de anos nasceu de uma nuvem solar. De início não tinha forma regular. À proporção que atraiu maior quantidade de matéria, começou a tomar a forma esférica. Isto posto, é de se perguntar:

— Será que Jesus, quando aqui esteve, encarnado, desconhecia a existência do continente americano, que iria ser descoberto dali a 15 séculos, passando a ser lar de milhões de Espíritos?

NOTA: Nas Américas, hoje, estão cerca de 840 milhões de Espíritos encarnados. Há uma estimativa “demográfica espiritual” dando conta de que no plano espiritual hospedam-se da ordem de 4 a 5 Espíritos para cada encarnado. Por esses dados atualmente temos, só nas Américas (Espíritos encarnados somados aos que se encontram na psicosfera desse “Novo Mundo”), um total de quase 4 bilhões de criaturas humanas; - a imprensa, a eletricidade, a aeronáutica, a eletrônica, a energia atômica, a informática, a biogenética e tantos outros avanços científicos: eram desconhecidos de Jesus?...

De forma alguma! Todas essas questões, necessariamente eram do conhecimento do Cristo. Mas, como anunciá-las àquela época e àquele povo? Como? E quanto ao Espiritismo? Com a previsibilidade própria de quem, do alto, descortina a paisagem à sua frente (o futuro), Jesus noticiou sim sobre o Espiritismo, por ele pedagogicamente denominado e avalizado como o futuro “consolador”, segundo João registrou (14: 15,16,17 e 26).

No tempo (século XIX) e lugar (França) adequados, surge Allan Kardec, o eminente pedagogo transformado do até então Hippolyte Léon Denizard Rivail, apresentando ao mundo o fruto de sua meticulosa codificação das informações vinda dos Espíritos: 5 livros, sendo o primeiro, “O Livro dos Espíritos” — pedra fundamental da Doutrina dos Espíritos — seguido das outras 4 obras.

O Espiritismo demonstra o Amor de Deus com a lógica irretorquível da reencarnação e da Lei Divina de Ação e Reação: sofrimentos, hoje, são frutos amargos de equivocada plantação, ontem. Aí, o sofredor compreende a razão do sofrer. E mais: sabendo-se em temporário resgate, consola-se e parte para reconstrução moral. Tal o aspecto consolador da Doutrina dos Espíritos!

Com Kardec cumpriu-se a previsão-promessa do Cristo! “O Consolador” aportou no plano terreno. Com efeito, pelo seu conteúdo esclarecedor, o Espiritismo passou a ser reconhecido pelo Conselho Federativo Nacional, órgão da Federação Espírita Brasileira, como sendo a Revelação prometida por Jesus para o porvir, no qual a Humanidade pudesse melhor assimilar-lhe o conteúdo.

Em “O Que é o Espiritismo” (no “Preâmbulo”) Allan Kardec definiu o Espiritismo e comentou: - O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas rela- ções com o mundo corporal;

- (...) o Espiritismo é, ao mesmo tempo, ciência de observação e doutrina filosófica. Como ciência prática, tem a sua essência nas relações que se podem estabelecer com os Espíritos; como filosofia, compreende todas as conseqüências morais decorrentes dessas relações;

Na “Revista Espírita” de Dezembro/1868 registrou:
- o Espiritismo não pode ser considerado “religião”, por não ter culto, casta sacerdotal, cerimônias e privilé- gios; todavia há nele o sentido nitidamente religioso quando estabelece um laço moral entre os homens, quando os une, como conseqüência da comunidade de vistas e de sentimentos, a fraternidade e a solidariedade, a indulgência e a benevolência mútuas.

Em “Obras Póstumas” (no capítulo “Ligeira Resposta aos Detratores do Espiritismo”) anotou: - o Espiritismo é uma doutrina filosófica de efeitos religiosos (...) vai às bases de todas as religiões: Deus, a alma e a vida futura. Mas não é uma religião constituída, visto que não tem culto, nem rito, nem templos e que, entre seus adeptos, nenhum tomou, nem recebeu o título de sacerdote ou de sumo-sacerdote. Apenas por essas premissas já se vê como o Espiritismo não pode ser confundido com quaisquer outras correntes religiosas, conquanto todas as religiões (Judaísmo, Catolicismo, Confucionismo, Protestantismo, Teosofismo, Esoterismo, Budismo, Brahamanismo, etc.) sejam espiritualistas, isto é, aceitam a imortalidade do Espírito e a existência de Deus. Também não pode ser confundido nem mesmo entre aquelas que:

a. aceitam a reencarnação;
b. em suas práticas, eivadas de sincretismo, exercitam o mediunismo.

No próximo artigo exporei como o sincretismo religioso se infiltrou no Brasil

 

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