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O Trabalho na Casa Espírita

Este artigo tem como objetivo, convidar os confrades investidos de cargos de direção nas Casas Espíritas, a uma breve reflexão.

Há cerca de dois anos atrás, um grande periódico de imprensa publicou uma estatística que apontava, dentre muitas outras coisas, duas de importância muito grande para o Dirigente Espírita.

A primeira informava que os espíritas representam cerca de 2,5 % da nossa população; a segunda, que cerca de 75 % desta população, acredita na reencarnação. E vem a tona o motivo de nosso artigo.

Normalmente, em várias ocasiões, somos levados ao comentário e observação de que, em certas reuniões, há uma afluência muito grande de público; em compensação, existem outras em que o público desaparece. Logo aparecem as sugestões sempre sintonizadas com interesses mais amplos da Espiritualidade: precisamos modificar para atrair mais público.

É claro, que devemos estar sempre atentos para a dinâmica e o aspecto pedagógico de nossas reuniões; mas daí a transformá-las conforme a preferência dos 72 % reencarnacionistas não espíritas, seria desfigurar o objetivo principal de Kardec: "Não queiramos que as pessoas creiam no Espiritismo, façamos o possível para que elas o compreendam."

Para isto, temos que cuidar de prover todos os nossos esforços no sentido de que toda a tarefa na Casa Espírita esteja impregnada da Educação Espírita. Atentando para Emmanuel: "Semeia e passa".

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