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Silencie

A palavra silêncio, segundo a definição encontrada nos dicionários, é ausência de barulho. Em termos de espiritualidade, o silêncio é mais que isso. É força e caminho propício à introspecção e à meditação que, por sua vez, significa saúde. Energia a recarregar as baterias do contentamento, da fé, da tolerância e do amor. Aclara o poder de observação e de entendimento dos mistérios que nos cercam.

O exercício do silêncio é tão importante quanto a prática da palavra, nos dizem os místicos.

Ao perguntarmos, se uma enorme árvore cair numa floresta, haverá barulho? Obteremos como resposta um sim, se houver lá, alguém para ouvir.

Estranhos Seres somos todos nós, que necessitamos do barulho para não nos sentirmos sós. De certa forma o barulho nos faz companhia. Vejamos bem. Na maioria das vezes ao entrarmos em casa e percebermos que não há ninguém lá, ligamos o rádio, a TV, o computador, ou simplesmente atentamos para os sons da rua, motores ou buzinas dos carros, cães latindo, crianças brincando. Por outro lado, se lá estiver um de nossos familiares, sentimos a enorme necessidade de relatar a experiência do dia, e como ainda somos pouco evoluídos, escolhemos os piores fatos. Contamos nos mínimos detalhes. Porém, os homens preferem falar com seus próprios pensamentos.

O silêncio, de certa forma, costuma representar uma ameaça, para a maioria de nós. Usamos as palavras para nos defender. É no mínimo risível, mas costumamos interpelar o “silencioso”: - Aconteceu alguma coisa? Você está bravo? Chateado? Tentamos interpretar o silêncio. Quem nunca sentiu vontade de ter o poder de ler pensamentos de vez em quando? Claro que qualquer um, dotado de um pouco de sensibilidade poderá perceber que o silêncio “fala”, muitas vezes chega a gritar bem alto.

Leon Denis em seu livro, O problema do ser, do destino e da dor, diz que o pensamento é criador (...) produz formas, imagens na matéria sutil de que o corpo fluídico é composto, gerando nossas palavras e ações (...). Não atua somente em nós, mas também em roda de nós influenciando nossos semelhantes para o bem ou para o mal.

Portanto, não basta calar a boca, é preciso silenciar a mente e aquietar o coração.

Difícil tarefa a nossa, expressar o silêncio que fale de pureza, de bondade, de amor, da divindade que habita cada um de nós.

Silenciar a reprovação, a opressão, o desencorajamento, o julgamento, a condenação. É urgente a necessidade de acabar com o barulho e os ruídos internos.

Lembremos que a boca fala do que o coração está cheio, somente em silêncio poderemos ouvir o som da voz de Deus.

Aquietai-vos e sabeis, EU SOU DEUS” (Salmos) 

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