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A juventude e o Ser espiritual

A Juventude E O Ser EspiritualCada vez mais, neurocientistas e cientistas do comportamento constatam resultados benéficos da formação religiosa nos indivíduos e afirmam que, aqueles que a possuem são muito mais resistentes em relação aos enfrentamentos morais, orgânicos, emocionais que aqueles que não a tem.

Quando se possui confiança em qualquer elemento o cérebro envia mensagens propiciatórias à finalidade da crença, ou seja, aquele que acredita em algo, especialmente de natureza transcendental, afetiva, religiosa, melhor conduz-se durante ocorrências difíceis, na saúde ou nos relacionamentos, do que aquele que não tem apoio para firmar-se nem esperança de obter resultados favoráveis

Advertem-nos os pesquisadores da área que a orientação religiosa apresenta-se como elemento fundamental na educação da criança e do jovem, iniciando-se no ambiente familiar.

Diz-nos Joana de Angelis (*) ”... A orientação religiosa desperta o Ser para mais grandiosas realizações, sustentando-lhe o ânimo nos momentos de desafio, dando brilho e cor aos dias nebulosos e cinzentos do desencanto”.

Com tristeza observamos o afastamento dos jovens dos círculos religiosos, mesmo aqueles cujos pais ofereceram as devidas orientações e serviram-lhes de modelo desde o nascimento.

Arrisco um palpite sobre o principal motivo pelo qual se afastam: o medo. Medo de perder algo que a “juventude” lhe acena com o pensamento de que há incompatibilidade entre o momento de “curtir” e os ensinamentos religiosos internalizados.

A juventude é, sem dúvida, uma riqueza que leva o indivíduo a descobertas da vida como um dom. É nessa fase da vida que os sonhos desabrocham. É quando se quer mudar tudo e todos.

Uma fase de fazer a diferença!

Não se pode “desperdiçar” a juventude.

Deve-se vivê-la intensamente, no meio da galera, cursando faculdade, no cinema, ser alegre, sociável, aberto, amigo, companheiro.

Para se ter uma orientação religiosa não é necessário deixar de curtir diversos estilos musicais, praticar esportes radicais, sair à noite com a galera, permanecer conectado ao facebook. Enfim, não precisa deixar de ser jovem para ter uma religião. É totalmente possível viver a vida e permanecer conectado a Deus. Não há contradição. Elas se somam.

(*) Livro, “Constelação familiar”, psicografia de Divaldo Franco.

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