Cadastre-se em nosso boletim semanal

Nome:
Email:
Cadastre-se e receba as atualizações do site

A Música e a Letra

escrito por Richard Simonetti

O empresário convidou um funcionário de sua empresa, homem simples, para a palestra de emérito professor.
No dia seguinte, perguntou-lhe:
– Então, o que achou?
– Maravilhoso! Fala divinamente!
– Entendeu?
– Não senhor! Fiquei “boiando”.
Apreciou a música, não entendeu a letra!
Menos mal.

***

Vivemos mergulhados num oceano de vibrações, envolvendo as emissões mentais de bilhões de espíritos encarnados e desencarnados que vivem em nosso planeta.
Como se fossem emissoras de rádio em cadeia, formam correntes de vida mental, determinadas pela sintonia.
Envolvem desde os padrões mais baixos, os que vivem perto da animalidade instintiva, aos mais altos, Espíritos sublimados, cultores do Bem e da Verdade.
Nossos estados emocionais, determinados pelos impulsos que nos movem, são exacerbados e realimentados por vibrações que colhemos na faixa em que estagiamos.
É um empurrar para baixo ou para cima, como girar o dial de um receptor de rádio para captar determinada emissora.
Por isso, a primeira providência, quando estamos “na pior” é mudar a sintonia, cultivando bons pensamentos e envolvendo-nos com idéias renovadoras.

***

Valem os recursos mobilizados pelas escolas psicológicas, religiosas e filosóficas.
Ainda que seus representantes não tenham noção desse processo, estimulam-nos, quando dotados de bom senso, a uma sintonia melhor.
Nesse particular, leitor, amigo, forçoso reconhecer que o Espiritismo vem numa vanguarda.
Jamais os problemas humanos foram tão bem equacionados.
A conceituação doutrinária desdobra maravilhosa visão do mundo espiritual, que nos permite decifrar os enigmas do destino humano.
Ficamos sabendo de onde viemos, por que estamos na Terra e para onde vamos, por que enfrentamos problemas e dissabores, dores e dificuldades, na jornada humana.
Isso nos oferece algo inestimável – a segurança de viver, conscientes de que não estamos entregues à própria sorte.
Tomando conhecimento das realidades espirituais, tendemos a modificar as motivações existenciais, a privilegiar o Espírito que viverá para sempre, acima do ser frágil de carne que desaparecerá na sepultura.
Com isso elevamos o teor vibratório, ligamo-nos a correntes superiores de vida mental e nos livramos de perturbações e influências espirituais desajustantes.

***

Poderíamos dizer, nesse particular, que o expositor espírita é  especialista em “tomadas”. Orienta-nos para que nos desliguemos daquelas que não interessam à nossa economia espiritual, ligando-nos a correntes de vida mental saudável, a partir de conexões adequadas.
As idéias espíritas, quando assimiladas, produzem prodígios de renovação, oferecendo-nos condições para uma existência mais tranqüila e feliz.
Aqui esbarramos no problema da “letra” e da “música”.
Pode a “música” ser belíssima, mas se não entendermos a “letra”, estaremos diante de uma pintura “de vanguarda”, que impressiona pelo inusitado de suas formas e cores, mas de significado impenetrável ao cidadão comum.
Daí a responsabilidade dos comunicadores espíritas, envolvidos com a palavra escrita e falada.
Não vale a facilidade de expressão, exprimindo musicalidade, se o conteúdo é complicado, de difícil entendimento.
É bem como a história daquele erudito professor, que se propôs a provar a existência de Deus, numa palestra.
A “música”, exprimindo sua erudição, conceituação, voz, dicção, era perfeita.
Após a palestra, um ouvinte aproximou-se.
Homem simples, de poucas letras, comentou:
– Ói, moço, apesar de tudo o que o senhor disse, continuo acreditando em Deus.
Linda “música”.
“Letra” ininteligível!

Curta e Compartilhe esse artigo no Facebook!