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O Destino de nossa família

O comprador dirige-se ao atendente da livraria, no shopping.

– Preciso de doze metros quadrados.
– Papel de parede é na tipografia ao lado.
– Quero livros.
– Por metros quadrados?
– E encadernados!
– Coleções?
– De preferência.
– Tem os nomes?
– Não importa. É para decoração…

Lamentavelmente, leitor amigo, há quem compre livros “a metro”, com essa finalidade. Fica sofisticada e atraente uma biblioteca adornada com encadernações luxuosas e multicores, simetricamente dispostas.

Mas, e o conteúdo?

Aurélien Scholl é contundente:

Nada há que mais se pareça com um idiota, quando está elegantemente vestido, do que um mau livro luxuosamente encadernado.

***

Com livros encadernados ou não, é fundamental formemos nossa biblioteca.

Edmondo de Amicis, escritor italiano, dizia:

O destino de muitos homens dependeu de ter havido ou não uma biblioteca na casa paterna.

Idéia interessante, que enseja indagações pertinentes.

Fazia parte de nosso destino haver livros capazes de nos influenciar, em nosso lar, nos verdes anos?

Ou foi a partir da existência deles que se forjou nosso destino?

Se ficarmos com a primeira hipótese, deveremos admitir que tê-los em casa independe de nossa vontade. Se aprouver aos poderes divinos que nos regem, ficaremos distanciados de páginas que favoreçam nosso futuro.

Certamente a segunda idéia é mais compatível com a boa lógica. Ter livros em casa é uma opção.

Portanto, podemos influir decisivamente em nosso próprio destino e no destino dos nossos, a partir de elementar iniciativa:
Cultivar o saudável hábito da leitura, compondo uma biblioteca doméstica.

Diz o grande Padre Antônio Vieira:

São os livros os mestres mudos que ensinam sem fastio, falam a verdade sem respeito, repreendem sem pejo, amigos verdadeiros, conselheiros singelos; e assim como à força de tratar com pessoas honestas e virtuosas se adquirem, insensivelmente, os seus hábitos e costumes, também à força de ler os livros se aprende a doutrina que eles ensinam.

***

O livro ideal tem características marcantes.

Satisfaz às aspirações estéticas e necessidades éticas.

Ao prazer da leitura soma-se o apelo à consciência.

Conteúdo instigante e educativo. Faz pensar, acrescenta saber.

– É o livro espírita! – enfatizará o confrade entusiasmado com a vasta literatura doutrinária.

Realmente, diríamos que temos nela a literatura do sublime, oferecendo-nos um amplo painel das realidades espirituais, das leis que nos regem, de nosso glorioso destino…

Importante reservar em nossa biblioteca um espaço generoso para os livros espíritas, à disposição dos familiares e amigos, atendendo a todos os gêneros literários, gostos e faixas etárias.

Obviamente, tenhamos o cuidado de selecionar os bons autores, já que também em nossos arraiais há os que têm pouco a dizer e o fazem muito mal.

Assim estaremos contribuindo para que nossos filhos forjem um bom destino, sob inspiração dos abençoados princípios codificados por Allan Kardec.

E haverão de trilhá-lo com alegria, se conseguirmos estimulá-los ao amor pela leitura, como destaca Anthony Trollope:

O amor pelos livros, meus amigos, é o seu passo para a maior, a mais pura, a mais perfeita satisfação que Deus preparou para as suas criaturas.

Dura quando todas as outras satisfações perdem o viço.

Sustenta-nos quando todas as outras recreações desaparecem.
Durará até a nossa morte.

Fará nossas horas agradáveis, enquanto vivermos.

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