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Imortalidade da Alma


Todos sabemos que iremos morrer um dia. Nosso corpo material desgasta-se inevitavelmente com o passar do tempo. Desta forma, a morte é uma consequência natural da vida. Será que, após a extinção das funções fisiológicas do corpo, alguma coisa ainda continua existindo? Ou será que tudo que aprendemos por meio de nossas experiências, os conhecimentos que adquirimos pelo estudo, nossas capacidades artísticas, nossos conceitos éticos e morais, enfim, com a morte, tudo isto simplesmente deixaria de existir e se apagaria assim como a chama de uma vela?

Todas as nossas expectativas com relação ao futuro, nossa luta diária por uma vida melhor, nossa busca pela felicidade ao lado daqueles a quem amamos, se não existisse nada além dos limites da vida fisiológica, de nada valeria qualquer esforço, além daqueles que nos proporcionassem gozo imediato, e neste caso, a vida realmente não faria sentido, tampouco poderíamos compreender o amor e a justiça de Deus frente a um destino tão implacável.

Somos seres essencialmente espirituais vivendo uma experiência material. Antes de sermos filhos de nossos pais fisiológicos, somos Espíritos filhos de Deus. Somos seres inteligentes criados para progredirmos pelos nossos próprios esforços. Já existíamos antes do nosso nascimento e continuaremos existindo após a extinção de nosso corpo material.

"O homem compõe-se de corpo e Espírito: o Espírito é o ser principal, racional, inteligente; o corpo é o invólucro material que reveste o Espírito temporariamente, para preenchimento da sua missão na Terra e execução do trabalho necessário ao seu adiantamento. O corpo, usado, destrói-se e o Espírito sobrevive à sua destruição. Privado do Espírito, o corpo é apenas matéria inerte, qual instrumento privado da mola real de função; sem o corpo, o Espírito é tudo: a vida, a inteligência. Em deixando o corpo, torna ao mundo espiritual, onde paira, para depois reencarnar."[1]

Ademais, como explicar tamanha disparidade entre as oportunidades e condições de vida disponíveis entre os seres encarnados? Por que alguns irmãos encarnados vivem toda sorte de desventuras e sofrimentos? Se todos tivéssemos o mesmo início, certamente, todos teríamos as mesmas oportunidades; desta forma, é imperativo acreditar na anterioridade da existência da alma que anima nosso corpo e em sua consequente sobrevida à morte do corpo físico.

[1] Allan Kardec. O Céu e o Inferno - Capítulo III, item 5.
Fonte: Cavalcante, José Benevides (2011), Fundamentos da Doutrina Espírita. Editora EME