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Reencarnação


Superioridade Moral

Francisco de Assis, Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce, Chico Xavier. Todas estas pessoas viveram uma vida de entrega e desprendimento, despojando-se do orgulho e da vaidade em favor de um trabalho fraterno para os que mais precisam. Um trabalho sem recompensas financeiras e muitas vezes sem reconhecimento.

Se olharmos atentamente para a história da vida destas pessoas e de tantas outras que de forma análoga nos servem como inspiração, podemos concluir que a imensa maioria dos seres viventes encontra-se muito distante desta realidade.

Desigualdade de Oportunidades

Existem mais de 7 bilhões de pessoas vivendo neste momento no planeta Terra. São 7 bilhões de histórias diferentes que se desenrolam sobre circunstâncias completamente distintas. Será que todos os seres viventes possuem as mesmas oportunidades para alcançar uma vida de santidade?

Muitas destas pessoas jamais ouviram falar de Jesus e outras tantas sequer acreditam em Deus. Povos indígenas, nômades, bárbaros, existe tamanha diversidade cultural em nosso mundo, que seria um contrasenso acreditar que Deus permitisse que suas criaturas fossem inseridas em meios tão diversos, para que após alguns anos, pudessem ser julgadas sob os mesmos parâmetros que os demais.

Nascemos em desigualdade, vivemos em desigualdade e morremos em desigualdade, como poderíamos ser tratados como iguais? Se vivêssemos somente uma vida, vindo depois o julgamento e a respectiva sentença definitiva e inapelável, o que aconteceria com a grande maioria dos seres viventes na Terra? Estariam condenados ao inferno eterno?

Não estaria de acordo com a eqüidade, nem segundo a bondade de Deus, castigar para sempre aqueles que encontraram obstáculos ao seu melhoramento, independentemente de sua vontade, no próprio meio em que foram colocadas. Se a sorte do homem fosse irrevogavelmente fixada após a sua morte, Deus não teria pesado as ações de todos na mesma balança e não os teria tratado com imparcialidade.[1]

Desigualdade de Aptidões

Se houvesse somente uma única vida, consequentemente, deveríamos admitir que a alma tenha sido criada na ocasião do nascimento ou da concepção do indivíduo. Porque não temos todos as mesmas capacidades intelectuais? Por que algumas pessoas possuem capacidades natas para esta ou aquela ciência? Porque algumas crianças manifestam precocemente extraordinário talento para a música ou para as artes em geral? Por que algumas pessoas, mesmo sem educação formal, demonstram maior adiantamento que outros?

Deus, na sua justiça, não podia ter criado almas mais perfeitas e outras menos perfeitas. Mas, com a pluralidade das existências, a desigualdade que vemos nada tem de contrário à mais rigorosa equidade. Porque só vemos o presente e não o passado, que não o compreendemos.[2]

Sem a idéia da reencarnação, a justiça de Deus não faz sentido. Fomos criados como Espíritos simples e ignorantes, mas potencialmente dotados da capacidade de evoluir até a perfeição e a felicidade suprema. Desta forma, nossas diferenças decorrem das experiências que adquirimos ao longo de muitas encarnações sucessivas.

Todos os Espíritos tendem à perfeição, e Deus lhes proporciona os meios de consegui-la com as provas da vida corpórea. Mas, na sua justiça, permite-lhes realizar, em novas existências, aquilo que não puderam fazer ou acabar numa primeira prova.[1]

Através da reencarnação nascemos e renascemos inúmeras vezes. Em cada nova existência vivemos novas experiências e recebemos a oportunidade de corrigir nossos erros do passado. Evoluímos intelectualmente e moralmente através do estudo, do trabalho, das provações, das relações familiares e sociais e da percepção do mundo ao nosso redor.

A doutrina da reencarnação, que consiste em admitir para o homem muitas existências sucessivas, é a única que corresponde à idéia da justiça de Deus com respeito aos homens de condição moral inferior; a única que pode explicar o nosso futuro e fundamentar as nossas esperanças, pois oferece-nos o meio de resgatarmos os nossos erros através de novas provas. A razão assim nos diz, e é o que os Espíritos nos ensinam.[1]

[1]Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. Livro Quarto, Capítulo II, item 171
[2]Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. Livro Segundo, Capítulo V