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Por Jairo Capasso em 06/09/2012

Em 2006, tivemos contato com um confrade que mora em São Paulo, que viveu um momento insólito, fato inesperado. Publicou sua história na Revista Internacional do Espiritismo (n.5) e nós o procuramos via e-mail para saber mais sobre o fato.

Fato real, nesse dia, D. S., funcionário de um jornal em São Paulo, ia para o trabalho.

Metrô em greve, ônibus superlotados. Não achava condução, até que conseguiu um táxi.

Entrou no carro e puxou conserva com o motorista: uma pessoa aparentando uns 50 anos, tipo caboclo como os da região norte-nordeste, pouco cabelo, fechado, aborrecido. Ele não respondeu e continuou carrancudo. Passado algum tempo, o passageiro quieto ouviu do motorista: - É, parece que vai chover, olha as nuvens! E continuou falando.

O passageiro continuou quieto, mas levou um susto quando olhou para o motorista. Viu um homem louro, olhos claros, bastante cabelo, usando óculos, mais jovem e simpático. Diferente do que estava dirigindo antes o táxi.

Depois que controlou o susto, pensou, mas o que é isso? Estou diante de uma transfiguração!

Como conhecia o Espiritismo ficou com vontade de perguntar se o motorista estava ciente do que estava ocorrendo, se tinha consciência do fato.

Começou perguntando se acreditava em vida após a morte... a  resposta foi sim, ... até que o passageiro deu um jeito de falar com ele sobre o que viu.

Ele disse, é, tem a ver!... Hoje é quinta feira; toda quinta feira sempre acontece alguma coisa que quer atrapalhar o meu dia. À noite, eu sou médium e freqüento um trabalho de desobsessão no bairro Santana. Mas disse que toda quinta-feira experimentava sempre certos obstáculos em sua rotina. O que ocorre é que espíritos que irão estar no trabalho e o terão como médium, costumam se aproximar mais cedo. E, se ele tivesse conhecimento, tivesse a mediunidade educada, recebido orientação mediúnica, estaria mais preparado para não sofrer influências, como aquela, quando o espírito o dominou totalmente, até dirigindo o táxi, no lugar dele.

É falta de vigilância do médium. Aprendemos a absorver ou rechaçar as energias, no COEM.

Ao percebermos o envolvimento, fora do local e hora do trabalho, se for energia pesada, rechaçamos, não aceitamos, elevando o pensamento e formando defesa de vibração mais elevada que o espírito que se aproxima. Senão, podemos ficar mediunizados em casa, no trabalho, na rua... Em nosso contato com o confrade D. S., falando sobre sua experiência, ele concordou que, inclusive, correu risco de vida com a situação.

O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO VII - 122- Transfiguração.

Ela consiste na mudança de aspecto de um corpo vivo. Eis um fato do qual podemos garantir a perfeita autenticidade, e que se passou nos anos de 1858 e 1859, nos arredores de Saint-Etienne. Uma jovem de uns quinze anos desfrutava da singular faculdade de se transfigurar, quer dizer, a de tomar, em dados momentos, todas as aparências de certas pessoas mortas; ...Um  médico  do  local, muitas vezes foi testemunha desses efeitos bizarros, e, querendo se assegurar de que não era joguete de uma ilusão, fez a experiência seguinte. Conhecemos os fatos por ele mesmo, pelo pai da jovem e por várias testemunhas oculares muito honradas e muito dignas de fé. Teve a idéia de pesar a moça no seu estado normal, depois no estado de transfiguração, quando tinha a aparência de seu irmão de vinte e poucos anos de idade, que era maior e mais forte. Pois bem! Ele constatou que neste último estado o peso era quase o dobro. A experiência foi concludente e era impossível atribuir essa aparência a uma ilusão de ótica.